quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
BISPO DOM LUIZ ECCEL
Desde que fiquei sabendo das candidaturas à Presidência da República, tive uma só atitude: não quero subestimar nenhum dos(as) candidatos(as), pois não sou melhor do que ninguém, e muito menos dono da verdade.
Pensava: aquele(a) que ganhar fará o melhor pelo nosso Brasil, pois irá se assessorar de pessoas competentes e honestas, e basta.
Passados alguns dias, iniciaram as propagandas eleitorais. Subitamente, a minha caixa de correio foi tomada por uma "avalanche" de e-mails contra uma candidata apenas, a Dilma Rousseff. Preciso dizer com todas as palavras, que fiquei indignado.
É importante dizer que logo que saiu a lista dos candidatos eu fiz a minha escolha.
Mas, o fato de ver diariamente o "tsunami" de "denúncias" contra esta candidata, na minha caixa de correio, revelando total falta de respeito para comigo e também para com a candidata, levou-me a refletir e a pesquisar. Perguntava-me: por que somente contra ela? Devo ser honesto e afirmar que não recebi nenhuma "matéria" contra qualquer outro(a) candidato(a).
A reflexão levou-me até Jesus Cristo, que um dia disse: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" (Jo 8,7).
Por que estão jogando pedras só na Dilma? Em 1Jo 1,10 está escrito: "Quem diz não ter pecados, faz a Deus de mentiroso". Conclusão: Os que jogam pedras não têm pecados. Eis o grande problema. Estão tomando o lugar de Deus. Mas, Ele mesmo, não tendo pecado, não jogou pedras na pecadora. Isto é muito sério. Na verdade quem joga pedras está negando Deus. E o saudoso Beato, Papa João XXIII, que nos chamou a todos, através do Concílio Vaticano II, a sermos uma Igreja misericordiosa e aberta aos novos valores, deixando o ranço de lado, pelo sopro Vivificante do Espírito Santo, disse: "A pessoa que deixa Deus de lado, se torna perigosa para si e para as outras pessoas".
E agora? A conversão é graça de Deus para pessoas abertas a Sua Misericórdia. "Os misericordiosos, alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7) Mas as pessoas auto-suficientes, donas da verdade, prepotentes, por isso sempre prontas a jogar pedras nos outros, estão muito longe de "Deus, que é Amor" (1Jo 4,8).
Assim, concluí: Todos somos pecadores, mas uma só pessoa está levando pedradas nesta campanha eleitoral à presidência do Brasil. Aí, eu que já havia escolhido o meu candidato, fiz uma nova escolha. Decidi, diante de Deus, que esta mulher apedrejada é a minha candidata para presidir o Brasil. Tem também um velho ditado popular que diz: "Só se atira pedras em árvores que dão frutos bons". E pesquisando descobri que esta candidata, enquanto ministra, produziu muito e bons frutos.
Procurei me aprofundar mais no conhecimento da minha candidata. Descobri que é uma mulher honrada e séria. Arriscou sua vida, durante a ditadura militar, da tirania do poder que oprime, tortura e mata. Sim, a Dilma foi presa e torturada por querer um Brasil democrático, fraterno, solidário, com vida e dignidade para todas as pessoas e não somente para algumas.
Então pensei: é exatamente isto que o Pai do Céu quis e continua querendo para todas as pessoas. Esta questão somou vários pontos para a candidata.
Nosso saudoso e amado Dom Helder Camara dizia: "Quando reparto o meu pão com os pobres, me chamam de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista".
Até hoje, as pessoas verdadeiramente comprometidas com um país mais justo e igualitário, e para isso precisa de projetos sérios de transformação, continuam sendo taxadas assim. Algumas pessoas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda conseguem meter medo numa certa camada da população com este jargão.
Analisei também o desempenho da candidata quando era funcionária no governo estadual e federal. Os frutos bons são abundantes, especialmente para os menos favorecidos. Sim, saiu-se muito bem. Mais um ponto para ela.
Percebi também que, levando pedradas, não retribuía, e isto está de acordo com o Evangelho. Mais um ponto para a Dilma.
Comecei a analisar as suas palavras, idéias e projetos. Uma mulher inteligente, sábia, abnegada, perspicaz e atualizada. Outro ponto para esta mulher.
Também fui apurar as "denúncias" que enchiam a minha caixa de correio. Descobri montagens falsas, mentiras e calúnias. Aí novamente lembrei-me de Jesus que disse: "O diabo é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44).
Não tive mais dúvidas, é na Dilma que irei votar, independentemente de partido político.
Ninguém pode galgar degraus pisando nos outros. Isto não é nem humano, muito menos cristão.
Quem deseja servir o povo, precisa jogar limpo. Pessoa religiosa não é a que fica dizendo Senhor, Senhor..., mas aquela que faz a vontade de Deus. E a vontade de Deus é "que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo 10,10).
A vontade de Deus é que todas as pessoas vivam como irmãos e irmãs, no respeito à vida de todos os seres. Descobri que a candidata Dilma tem este desejo profundo. Aliás, é o seu grande sonho que, juntamente com todo o povo, quer tornar realidade.
No domingo à noite, dia 10 de outubro, assisti ao debate promovido pela BAND. Um dos dons que Deus me concedeu foi o de conhecer as pessoas pelos seus olhos. Não costumo revelar o que vejo e sinto para todas as pessoas.
Durante o debate meus ouvidos estavam atentos às palavras dos candidatos, mas meus olhos foram atraídos para a expressão da sua face e a delicadeza do seu olhar.
Percebi duas atitudes muito interessantes: 1)Sua face estava sempre serena e seu leve sorriso não era forçado e nem transmitia falsidade. 2)Seus olhos, que são espelhos de sua alma, transmitiam segurança, confiança, ternura e sinceridade. Estas qualidades agregaram mais alguns pontos a Dilma.
Como nós precisamos destas atitudes que na verdade são qualidades e dons de Deus! Dilma você passou pelo gelo da dor, tantas vezes, e por isso chegou ao incêndio do verdadeiro amor que vem do alto.
Nosso saudoso e amado Dom Luciano Mendes de Almeida dizia: "a bondade rompe todas as barreiras". Avante minha irmã! Deus está com você. Cuide-se! Continue sendo bondosa e a confiar nas suas assessorias. Mas mantenha, discretamente, o controle de tudo para evitar desgostos e desgastes maiores e desnecessários, pois somos todos passíveis de erros. Mantenha-se sempre alerta e busque momentos de descanso na oração silenciosa para que Deus, que é Pai e tem a ternura da Mãe, lhe fale ao coração, plenificando-o de alegria e coragem. Dom Angélico, meu grande amigo e irmão, sempre diz: "Quem não reza vira monstro".
Dilma, desculpe eu falar abertamente que não iria votar em você. Busco ser sincero como você. Mas tenha certeza de que continuarei a pedir a Deus que a ilumine e abençoe, chegando ou não à Presidência. Não estou falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas como cidadão e como Bispo da Igreja Católica, santa e pecadora, que deseja o melhor para o Povo de Deus.
Pessoalmente creio que é esta a hora de uma mulher experiente, honesta e competente, como você, chegar lá e continuar a fazer deste país, uma nação que defenda e proteja a vida de todos(as), desde a concepção até a morte natural.
Sim, neste segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede!
DOM LUIZ C. ECCEL, BISPO DIOCESANO DE CAÇADOR-SC
Pensava: aquele(a) que ganhar fará o melhor pelo nosso Brasil, pois irá se assessorar de pessoas competentes e honestas, e basta.
Passados alguns dias, iniciaram as propagandas eleitorais. Subitamente, a minha caixa de correio foi tomada por uma "avalanche" de e-mails contra uma candidata apenas, a Dilma Rousseff. Preciso dizer com todas as palavras, que fiquei indignado.
É importante dizer que logo que saiu a lista dos candidatos eu fiz a minha escolha.
Mas, o fato de ver diariamente o "tsunami" de "denúncias" contra esta candidata, na minha caixa de correio, revelando total falta de respeito para comigo e também para com a candidata, levou-me a refletir e a pesquisar. Perguntava-me: por que somente contra ela? Devo ser honesto e afirmar que não recebi nenhuma "matéria" contra qualquer outro(a) candidato(a).
A reflexão levou-me até Jesus Cristo, que um dia disse: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" (Jo 8,7).
Por que estão jogando pedras só na Dilma? Em 1Jo 1,10 está escrito: "Quem diz não ter pecados, faz a Deus de mentiroso". Conclusão: Os que jogam pedras não têm pecados. Eis o grande problema. Estão tomando o lugar de Deus. Mas, Ele mesmo, não tendo pecado, não jogou pedras na pecadora. Isto é muito sério. Na verdade quem joga pedras está negando Deus. E o saudoso Beato, Papa João XXIII, que nos chamou a todos, através do Concílio Vaticano II, a sermos uma Igreja misericordiosa e aberta aos novos valores, deixando o ranço de lado, pelo sopro Vivificante do Espírito Santo, disse: "A pessoa que deixa Deus de lado, se torna perigosa para si e para as outras pessoas".
E agora? A conversão é graça de Deus para pessoas abertas a Sua Misericórdia. "Os misericordiosos, alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7) Mas as pessoas auto-suficientes, donas da verdade, prepotentes, por isso sempre prontas a jogar pedras nos outros, estão muito longe de "Deus, que é Amor" (1Jo 4,8).
Assim, concluí: Todos somos pecadores, mas uma só pessoa está levando pedradas nesta campanha eleitoral à presidência do Brasil. Aí, eu que já havia escolhido o meu candidato, fiz uma nova escolha. Decidi, diante de Deus, que esta mulher apedrejada é a minha candidata para presidir o Brasil. Tem também um velho ditado popular que diz: "Só se atira pedras em árvores que dão frutos bons". E pesquisando descobri que esta candidata, enquanto ministra, produziu muito e bons frutos.
Procurei me aprofundar mais no conhecimento da minha candidata. Descobri que é uma mulher honrada e séria. Arriscou sua vida, durante a ditadura militar, da tirania do poder que oprime, tortura e mata. Sim, a Dilma foi presa e torturada por querer um Brasil democrático, fraterno, solidário, com vida e dignidade para todas as pessoas e não somente para algumas.
Então pensei: é exatamente isto que o Pai do Céu quis e continua querendo para todas as pessoas. Esta questão somou vários pontos para a candidata.
Nosso saudoso e amado Dom Helder Camara dizia: "Quando reparto o meu pão com os pobres, me chamam de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista".
Até hoje, as pessoas verdadeiramente comprometidas com um país mais justo e igualitário, e para isso precisa de projetos sérios de transformação, continuam sendo taxadas assim. Algumas pessoas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda conseguem meter medo numa certa camada da população com este jargão.
Analisei também o desempenho da candidata quando era funcionária no governo estadual e federal. Os frutos bons são abundantes, especialmente para os menos favorecidos. Sim, saiu-se muito bem. Mais um ponto para ela.
Percebi também que, levando pedradas, não retribuía, e isto está de acordo com o Evangelho. Mais um ponto para a Dilma.
Comecei a analisar as suas palavras, idéias e projetos. Uma mulher inteligente, sábia, abnegada, perspicaz e atualizada. Outro ponto para esta mulher.
Também fui apurar as "denúncias" que enchiam a minha caixa de correio. Descobri montagens falsas, mentiras e calúnias. Aí novamente lembrei-me de Jesus que disse: "O diabo é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44).
Não tive mais dúvidas, é na Dilma que irei votar, independentemente de partido político.
Ninguém pode galgar degraus pisando nos outros. Isto não é nem humano, muito menos cristão.
Quem deseja servir o povo, precisa jogar limpo. Pessoa religiosa não é a que fica dizendo Senhor, Senhor..., mas aquela que faz a vontade de Deus. E a vontade de Deus é "que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo 10,10).
A vontade de Deus é que todas as pessoas vivam como irmãos e irmãs, no respeito à vida de todos os seres. Descobri que a candidata Dilma tem este desejo profundo. Aliás, é o seu grande sonho que, juntamente com todo o povo, quer tornar realidade.
No domingo à noite, dia 10 de outubro, assisti ao debate promovido pela BAND. Um dos dons que Deus me concedeu foi o de conhecer as pessoas pelos seus olhos. Não costumo revelar o que vejo e sinto para todas as pessoas.
Durante o debate meus ouvidos estavam atentos às palavras dos candidatos, mas meus olhos foram atraídos para a expressão da sua face e a delicadeza do seu olhar.
Percebi duas atitudes muito interessantes: 1)Sua face estava sempre serena e seu leve sorriso não era forçado e nem transmitia falsidade. 2)Seus olhos, que são espelhos de sua alma, transmitiam segurança, confiança, ternura e sinceridade. Estas qualidades agregaram mais alguns pontos a Dilma.
Como nós precisamos destas atitudes que na verdade são qualidades e dons de Deus! Dilma você passou pelo gelo da dor, tantas vezes, e por isso chegou ao incêndio do verdadeiro amor que vem do alto.
Nosso saudoso e amado Dom Luciano Mendes de Almeida dizia: "a bondade rompe todas as barreiras". Avante minha irmã! Deus está com você. Cuide-se! Continue sendo bondosa e a confiar nas suas assessorias. Mas mantenha, discretamente, o controle de tudo para evitar desgostos e desgastes maiores e desnecessários, pois somos todos passíveis de erros. Mantenha-se sempre alerta e busque momentos de descanso na oração silenciosa para que Deus, que é Pai e tem a ternura da Mãe, lhe fale ao coração, plenificando-o de alegria e coragem. Dom Angélico, meu grande amigo e irmão, sempre diz: "Quem não reza vira monstro".
Dilma, desculpe eu falar abertamente que não iria votar em você. Busco ser sincero como você. Mas tenha certeza de que continuarei a pedir a Deus que a ilumine e abençoe, chegando ou não à Presidência. Não estou falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas como cidadão e como Bispo da Igreja Católica, santa e pecadora, que deseja o melhor para o Povo de Deus.
Pessoalmente creio que é esta a hora de uma mulher experiente, honesta e competente, como você, chegar lá e continuar a fazer deste país, uma nação que defenda e proteja a vida de todos(as), desde a concepção até a morte natural.
Sim, neste segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede!
DOM LUIZ C. ECCEL, BISPO DIOCESANO DE CAÇADOR-SC
Dilma tem 12 pontos a mais que Serra, diz Vox Populi
Ter, 19 Out, 11h02
SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51 por cento das intenções de voto, contra 39 por cento de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.
De acordo com o Vox Populi, 4 por cento dos entrevistados se declararam indecisos e 6 por cento declararam voto branco ou nulo.
Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48 por cento, contra 40 por cento de Serra. Os indecisos somavam 6 por cento.
Se considerados somente os votos válidos --que excluem os brancos, nulos e indecisos-- Dilma tem 57 por cento, contra 43 por cento de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54 por cento dos válidos, ante 46 por cento do tucano.
As últimas pesquisas, divulgadas na semana passada por outros institutos, mostravam uma vantagem pró-Dilma bem menor que o Vox Populi agora.
O Sensus chegou a apontar os dois candidatos no limite do empate técnico, com Dilma aparecendo com 46,8 por cento das intenções de voto contra 42,7 por cento de Serra. O último Ibope mostrou um placar de 49 a 43 por cento das intenções de votos e o Datafolha trouxe 47 a 41 por cento.
Ainda esta semana, os três institutos divulgam uma nova rodada de pesquisas.
VOTO RELIGIOSO
O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44 por cento das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42 por cento de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49 por cento, ante 36 por cento de Serra.
Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54 contra 37 por cento) e não praticantes (55 contra 37 por cento).
O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.
O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.
Segundo o Vox Populi, 89 por cento dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9 por cento afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93 por cento, enquanto entre os de Serra 89 por cento estão decididos.
A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3 mil pessoas para o levantamento.
(Reportagem de Eduardo Simões; Edição de Vivian Pereira)
SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51 por cento das intenções de voto, contra 39 por cento de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.
De acordo com o Vox Populi, 4 por cento dos entrevistados se declararam indecisos e 6 por cento declararam voto branco ou nulo.
Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48 por cento, contra 40 por cento de Serra. Os indecisos somavam 6 por cento.
Se considerados somente os votos válidos --que excluem os brancos, nulos e indecisos-- Dilma tem 57 por cento, contra 43 por cento de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54 por cento dos válidos, ante 46 por cento do tucano.
As últimas pesquisas, divulgadas na semana passada por outros institutos, mostravam uma vantagem pró-Dilma bem menor que o Vox Populi agora.
O Sensus chegou a apontar os dois candidatos no limite do empate técnico, com Dilma aparecendo com 46,8 por cento das intenções de voto contra 42,7 por cento de Serra. O último Ibope mostrou um placar de 49 a 43 por cento das intenções de votos e o Datafolha trouxe 47 a 41 por cento.
Ainda esta semana, os três institutos divulgam uma nova rodada de pesquisas.
VOTO RELIGIOSO
O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44 por cento das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42 por cento de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49 por cento, ante 36 por cento de Serra.
Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54 contra 37 por cento) e não praticantes (55 contra 37 por cento).
O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.
O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.
Segundo o Vox Populi, 89 por cento dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9 por cento afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93 por cento, enquanto entre os de Serra 89 por cento estão decididos.
A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3 mil pessoas para o levantamento.
(Reportagem de Eduardo Simões; Edição de Vivian Pereira)
Carta aberta a José Serra
Prezado Serra
o uso de temas religiosos na campanha eleitoral tem causado preocupação em muitos setores da sociedade, e os ateus não são exceção. Em primeiro lugar, a religiosidade de quase todos os candidatos, inclusive o senhor, tem sido utilizada como troféu, pois é exibida ostensivamente, repetida, reafirmada em palavras, gestos e até em material de campanha. É perfeitamente legítimo identificar-se com posições de um ou outro grupo de eleitores: constitui a própria essência do jogo eleitoral. Mas a posição religiosa de cada um é subjetiva, carregada de emotividade e metafísica, e frequentemente descolada da ortodoxia do grupo. As pesquisas deixam claro, por exemplo, que existe um exército de católicos recorrendo a contracepção, aborto e divórcio.
Se adesão religiosa não é sinal de concordância doutrinária, ela nada nos diz sobre conteúdo programático, e portanto não tem lugar nas campanhas eleitorais. A exibição de fé dos candidatos ajuda o clientelismo político-religioso e constitui, na melhor das hipóteses, um apelo à emoção do eleitor, vazio de conteúdo. Na pior, é uma exploração da religiosidade popular com fins pessoais e eleitoreiros, que apela e reforça o que há de pior na população: o preconceito contra ateus.
Assim como a orientação sexual, o posiciionamento religioso do candidato é matéria íntima que em nada influi na capacidade de liderar, governar ou legislar. Explorar eleitoralmente esse dado, seja qual for, é concordar com a posição de que é lícito discriminar cidadãos com base nesse critério, o que é não apenas imoral e antidemocrático como inconstitucional.
Serra, sua campanha está utilizando a frase "Jesus é a verdade e a justiça". É claro que seu direito de opinião é livre. Mas de que maneira essa crença o qualifica como candidato, ou como governante? De que maneira, em uma democracia laica, ela pode incluenciar a escolha de voto? Em cada três pessoas vivas hoje, duas não concordam com essa frase. O único efeito que uma tática desse tipo pode ter é o de angariar votos completamente desvinculados de propostas de campanha, o que já é ruim, e às custas da perda de eleitores de todas as posições não cristãs, o que é péssimo.
Lembre-se, Serra, que em um Estado laico o poder e as verdades não emanam de qualquer religião ou ideia religiosa, mas de conceitos abertos ao debate. Como governante, devemos esperar que procure a verdade através da fé e da religião, ao invés do debate e das evidências científicas? Sua busca por justiça será entremeada pela busca por Jesus? Em caso afirmativo, confirma-se a ideia de que voltaremos a uma teocracia. Em caso negativo, trata-se de estelionato eleitoral.
Serra, o ser questionado sobre como lida com o fato de ser católico e depender, também, de eleitores evangélicos, sua resposta foi "todas as doutrinas convergem naquilo que é o essencial: que Jesus é a verdade e a justiça". Caro Serra, e como ficam muçulmanos, judeus, hinduístas, candomblecistas, xamanistas, budistas, wiccas, pagãos, deístas, humanistas, taoístas, confucionistas, agnósticos, ateus e todos os bilhões de pessoas em milhares de grupos que não são cristãos? Para você, não existe nenhuma pessoa que não seja religiosa, e nenhuma religião que não seja cristã? Serra, nós existimos. No Brasil, 7% das pessoas não tem religião, 2% são ateus. No mundo, duas em cada três pessoas não são cristãs - uma ampla maioria que Serra você ignora, imaginando que o mundo inteiro é como você.
Serra, o mundo tem muitas, muitas pessoas, e a imensa parte não partilha as suas crenças. A democracia se propõe exatamemente a acomodar a convvência na pluralidade. A diversidade religiosa atual é enorme. Mas aparentemente, é só para os iguais que você pretende governar, já que ignora até a existência dos diferentes. Mas nós estamos aqui, e não vamos sumir mesmo que façam de conta que não existimos.
Lamentavelmente, em julho o candidato a vice Índio da Costa já prenunciava a posição da chapa ao ligar sua principal adversária ao ateísmo. Entender que existe ganho nisso é apostar no preconceito contra os ateus e, pior, instrumentalizá-lo em ganho próprio. Tudo poderia ser ficado como uma mera provocação de péssimo gosto, mas durante o debate realizado na tevê Canção Nova, em agosto, nossos piores medos se concretizaram.
Foi-lhe perguntado se o presidente precisa acreditar em deus e se acreditar em deus tem algo a ver com o modo de governar o país. Era o momento para dar uma aula de cidadania, mas sua resposta foi "acho bom que o presidente da República acredite em deus. Eu creio que os valores, a espiritualidade que faltam tanto no mundo de
hoje têm causado problemas para a humanidade e mesmo para o nosso país, até certo ponto."
Em outras palavras, sua posição é a de que o ateísmo não apenas é uma coisa ruim e que tem causado problemas para a humanidade e para o Brasil, mas que não é bom que um ateu seja presidente. Mais uma vez, a história se repete como farsa. Vinte e cinco anos atrás, o preconceito contra o ateísmo deu um golpe mortal na campanha de seu colega e decano do partido, Fernando Henrique Cardoso. Hoje, os papeis se inverteram e é o próprio candidato que se apressa em afirmar com todas as letras sua rejeição à descrença, postando-se ao lado daqueles que, na época, deixaram de votar em Fernando Henrique por causa disso.
Mas sua declaração foi além: "a religião e a crença em deus permite a uma sociedade desenvolver melhor os seus valores, uma ética de comportamento individual, tanto que quando às vezes se fala 'nesse lugar vale tudo, deus morreu', a ideia de deus morreu, a ideia de que deus não existe, a ideia de que deus está ausente, que as pessoas nele não crêem, porque ele está presente mediante a nossa crença, pra cada um, isso faz muito mal para a sociedade. Fará mal também para o Brasil. Eu acredito que a religião e a crença em deus nos aproxima dos valores, nos aproxima da solidariedade."
Traduzindo: o ateísmo atrapalha o desenvolvimento de valores e de ética na sociedade, e por isso lhe fazem mal. O ateísmo nos afasta dos valores e da solidariedade. Não há outra palavra para esse tipo de opinião, Serra: preconceito. Associar imoralidade a um grupo qualquer de seres humanos é uma prática vergonhosa que já foi e continua sendo aplicada por todos aqueles que têm preconceito contra negros, judeus, homossexuais ou qualquer outro grupo, inclusive os ateus. Sim, nós sabemos que é isso que diz a bíblia. Mas de um candidato a um cargo máximo esperávamos uma demonstração de grandeza, de urbanidade, ou ao menos que fosse, tolerância. O que vimos foi um espetáculo de chauvinismo e sectarismo. O que sera pior: que tenha dito isso para agradar os preconceituosos e lucrar também com o seu voto, ou que creia nessas palavras com sinceridade?
Serra, os ateus são cerca de 2% da população brasileira, um contingente maior do que a maior parte das denominações religiosas coretejadas por sua campanha. Seremos tão desprezíveis que nem nosso voto lhe interessa?
Serra, você está completamente, profundamente, inescapavelmente enganado. Todos os dados disponíveis desmentem suas concepções. Nós, ateus, também temos direitos constitucionalmente garantidos, e não apenas merecemos como exigimos o respeito de todos os demais. Há ateus canalhas, não resta dúvida. E também há canalhas entre os cristãos, os alpinistas, os keyneseanos e os carecas. Assim como há indivíduos boníssimos tanto entre ateus como entre enxadristas, budistas e monetaristas. E não consta sequer que as taxas de criminalidade dos teístas sejam melhores do que entre os ateus. Imaginar que existe algum grupo humano inerentemente pior que todos os demais é de uma pequenez atroz, incompatível com o exercício de qualquer cargo público de um Estado democrático.
Serra, você nos deve desculpas. Desculpas sinceras e completas. Nós não achamos que você seja mau por ser cristão. Mas você está errado, e seu erro nos avilta e nos ofende, aprofundando o preconceito já existente em muitos milhões de brasileiros, e que pode ficar ainda pior caso seja eleito. Sabemos que cristãos também podem reconhecer seus erros e pedir perdão. Por que não fazeis a nós como gostaria que os outros vos fizessem?
fonte: http://www.atea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=208:carta-aberta-a-jose-serra&catid=923:dia-a-dia&Itemid=104
o uso de temas religiosos na campanha eleitoral tem causado preocupação em muitos setores da sociedade, e os ateus não são exceção. Em primeiro lugar, a religiosidade de quase todos os candidatos, inclusive o senhor, tem sido utilizada como troféu, pois é exibida ostensivamente, repetida, reafirmada em palavras, gestos e até em material de campanha. É perfeitamente legítimo identificar-se com posições de um ou outro grupo de eleitores: constitui a própria essência do jogo eleitoral. Mas a posição religiosa de cada um é subjetiva, carregada de emotividade e metafísica, e frequentemente descolada da ortodoxia do grupo. As pesquisas deixam claro, por exemplo, que existe um exército de católicos recorrendo a contracepção, aborto e divórcio.
Se adesão religiosa não é sinal de concordância doutrinária, ela nada nos diz sobre conteúdo programático, e portanto não tem lugar nas campanhas eleitorais. A exibição de fé dos candidatos ajuda o clientelismo político-religioso e constitui, na melhor das hipóteses, um apelo à emoção do eleitor, vazio de conteúdo. Na pior, é uma exploração da religiosidade popular com fins pessoais e eleitoreiros, que apela e reforça o que há de pior na população: o preconceito contra ateus.
Assim como a orientação sexual, o posiciionamento religioso do candidato é matéria íntima que em nada influi na capacidade de liderar, governar ou legislar. Explorar eleitoralmente esse dado, seja qual for, é concordar com a posição de que é lícito discriminar cidadãos com base nesse critério, o que é não apenas imoral e antidemocrático como inconstitucional.
Serra, sua campanha está utilizando a frase "Jesus é a verdade e a justiça". É claro que seu direito de opinião é livre. Mas de que maneira essa crença o qualifica como candidato, ou como governante? De que maneira, em uma democracia laica, ela pode incluenciar a escolha de voto? Em cada três pessoas vivas hoje, duas não concordam com essa frase. O único efeito que uma tática desse tipo pode ter é o de angariar votos completamente desvinculados de propostas de campanha, o que já é ruim, e às custas da perda de eleitores de todas as posições não cristãs, o que é péssimo.
Lembre-se, Serra, que em um Estado laico o poder e as verdades não emanam de qualquer religião ou ideia religiosa, mas de conceitos abertos ao debate. Como governante, devemos esperar que procure a verdade através da fé e da religião, ao invés do debate e das evidências científicas? Sua busca por justiça será entremeada pela busca por Jesus? Em caso afirmativo, confirma-se a ideia de que voltaremos a uma teocracia. Em caso negativo, trata-se de estelionato eleitoral.
Serra, o ser questionado sobre como lida com o fato de ser católico e depender, também, de eleitores evangélicos, sua resposta foi "todas as doutrinas convergem naquilo que é o essencial: que Jesus é a verdade e a justiça". Caro Serra, e como ficam muçulmanos, judeus, hinduístas, candomblecistas, xamanistas, budistas, wiccas, pagãos, deístas, humanistas, taoístas, confucionistas, agnósticos, ateus e todos os bilhões de pessoas em milhares de grupos que não são cristãos? Para você, não existe nenhuma pessoa que não seja religiosa, e nenhuma religião que não seja cristã? Serra, nós existimos. No Brasil, 7% das pessoas não tem religião, 2% são ateus. No mundo, duas em cada três pessoas não são cristãs - uma ampla maioria que Serra você ignora, imaginando que o mundo inteiro é como você.
Serra, o mundo tem muitas, muitas pessoas, e a imensa parte não partilha as suas crenças. A democracia se propõe exatamemente a acomodar a convvência na pluralidade. A diversidade religiosa atual é enorme. Mas aparentemente, é só para os iguais que você pretende governar, já que ignora até a existência dos diferentes. Mas nós estamos aqui, e não vamos sumir mesmo que façam de conta que não existimos.
Lamentavelmente, em julho o candidato a vice Índio da Costa já prenunciava a posição da chapa ao ligar sua principal adversária ao ateísmo. Entender que existe ganho nisso é apostar no preconceito contra os ateus e, pior, instrumentalizá-lo em ganho próprio. Tudo poderia ser ficado como uma mera provocação de péssimo gosto, mas durante o debate realizado na tevê Canção Nova, em agosto, nossos piores medos se concretizaram.
Foi-lhe perguntado se o presidente precisa acreditar em deus e se acreditar em deus tem algo a ver com o modo de governar o país. Era o momento para dar uma aula de cidadania, mas sua resposta foi "acho bom que o presidente da República acredite em deus. Eu creio que os valores, a espiritualidade que faltam tanto no mundo de
hoje têm causado problemas para a humanidade e mesmo para o nosso país, até certo ponto."
Em outras palavras, sua posição é a de que o ateísmo não apenas é uma coisa ruim e que tem causado problemas para a humanidade e para o Brasil, mas que não é bom que um ateu seja presidente. Mais uma vez, a história se repete como farsa. Vinte e cinco anos atrás, o preconceito contra o ateísmo deu um golpe mortal na campanha de seu colega e decano do partido, Fernando Henrique Cardoso. Hoje, os papeis se inverteram e é o próprio candidato que se apressa em afirmar com todas as letras sua rejeição à descrença, postando-se ao lado daqueles que, na época, deixaram de votar em Fernando Henrique por causa disso.
Mas sua declaração foi além: "a religião e a crença em deus permite a uma sociedade desenvolver melhor os seus valores, uma ética de comportamento individual, tanto que quando às vezes se fala 'nesse lugar vale tudo, deus morreu', a ideia de deus morreu, a ideia de que deus não existe, a ideia de que deus está ausente, que as pessoas nele não crêem, porque ele está presente mediante a nossa crença, pra cada um, isso faz muito mal para a sociedade. Fará mal também para o Brasil. Eu acredito que a religião e a crença em deus nos aproxima dos valores, nos aproxima da solidariedade."
Traduzindo: o ateísmo atrapalha o desenvolvimento de valores e de ética na sociedade, e por isso lhe fazem mal. O ateísmo nos afasta dos valores e da solidariedade. Não há outra palavra para esse tipo de opinião, Serra: preconceito. Associar imoralidade a um grupo qualquer de seres humanos é uma prática vergonhosa que já foi e continua sendo aplicada por todos aqueles que têm preconceito contra negros, judeus, homossexuais ou qualquer outro grupo, inclusive os ateus. Sim, nós sabemos que é isso que diz a bíblia. Mas de um candidato a um cargo máximo esperávamos uma demonstração de grandeza, de urbanidade, ou ao menos que fosse, tolerância. O que vimos foi um espetáculo de chauvinismo e sectarismo. O que sera pior: que tenha dito isso para agradar os preconceituosos e lucrar também com o seu voto, ou que creia nessas palavras com sinceridade?
Serra, os ateus são cerca de 2% da população brasileira, um contingente maior do que a maior parte das denominações religiosas coretejadas por sua campanha. Seremos tão desprezíveis que nem nosso voto lhe interessa?
Serra, você está completamente, profundamente, inescapavelmente enganado. Todos os dados disponíveis desmentem suas concepções. Nós, ateus, também temos direitos constitucionalmente garantidos, e não apenas merecemos como exigimos o respeito de todos os demais. Há ateus canalhas, não resta dúvida. E também há canalhas entre os cristãos, os alpinistas, os keyneseanos e os carecas. Assim como há indivíduos boníssimos tanto entre ateus como entre enxadristas, budistas e monetaristas. E não consta sequer que as taxas de criminalidade dos teístas sejam melhores do que entre os ateus. Imaginar que existe algum grupo humano inerentemente pior que todos os demais é de uma pequenez atroz, incompatível com o exercício de qualquer cargo público de um Estado democrático.
Serra, você nos deve desculpas. Desculpas sinceras e completas. Nós não achamos que você seja mau por ser cristão. Mas você está errado, e seu erro nos avilta e nos ofende, aprofundando o preconceito já existente em muitos milhões de brasileiros, e que pode ficar ainda pior caso seja eleito. Sabemos que cristãos também podem reconhecer seus erros e pedir perdão. Por que não fazeis a nós como gostaria que os outros vos fizessem?
fonte: http://www.atea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=208:carta-aberta-a-jose-serra&catid=923:dia-a-dia&Itemid=104
O governo mais republicano da história brasileira
Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no governo FHC como o dos Anões do Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em 1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da figura do “engavetador-geral da República”? O artigo é de Juarez Guimarães.
Juarez Guimarães
Imagine se em uma casa de mais de cem anos se fizesse, pela primeira vez de modo profundo e sistemático por um novo ocupante, uma caça e combate a baratas, ratos e outros bichos. As pragas, então, reveladas dariam a impressão que a casa está muito mais suja e infestada do que era antes. Se não fosse revelada ao público adequadamente que só agora se faz uma pesquisa e combate sistemático a estas pragas, e que a limpeza apenas começou, ficaria a impressão de que o novo dono “sujou geral”, como se diz.
A estória revela exatamente o que ocorreu durante o governo Lula e, de forma dramática, agora nas eleições presidenciais de 2010. No segundo domingo de outubro pela manhã um ponto de ônibus de um bairro de classe média alta de Belo Horizonte apareceu com a convocação fixada em letras garrafais: “ Vamos por fim ao governo Lula, o mais corrupto da história do Brasil”. Na manhã do dia seguinte, o jornal Folha de S. Pauloalardeava que dos 19 % pontos de votação alcançados por Marina Silva, 7 % tinham migrado de Dilma em função da denúncia sobre os lobbies dos filhos de Erenice.
Isto não surpreende a quem, por vários anos, vem estudando o fenômeno da corrupção no Brasil. Pelo segunda ano consecutivo, pesquisas nacionais realizadas pelo Instituto Vox Populi em 2009 identificavam que a corrupção é muito grave para 73 % dos brasileiros e grave para 24 % outros.
A pesquisa registra o paradoxo da consciência atual dos brasileiros, ao modo da estória da casa infestada de pragas e seu novo dono mais asseado: 39 % julgam que a corrupção aumentou muito durante o governo Lula, 33 % avaliam que ela aumentou um pouco e 19 % que ela não aumentou nem diminuiu. Por outro lado, quando colocados diante das opções, “1- A corrupção aumentou durante o governo Lula” ou “2- Durante o governo Lula, o que aumentou não foi a corrupção, mas a apuração dos casos que ficavam escondidos”, 75 % optavam pela resposta 2 e apenas 15 % pela resposta 1.
Os liberais conservadores e a mídia empresarial, liderados pelo ex-presidente FHC, compreenderam muito bem e antes a moral da estória da casa infestada e seu novo dono. Já passou da hora do novo governante da república brasileira, historicamente marcada pela corrupção sistêmica, vir a público para esclarecer os vizinhos da sua rua. O preço a pagar pelo silêncio é muito alto: os vizinhos podem até querer expulsá-lo de lá.
No livro mais denso e amplo de reflexões sobre a corrupção já elaborado no Brasil ( Corrupção- Leituras críticas, Editora UFMG, 2008), que mobilizou mais de 60 intelectuais de várias áreas, a crítica ao critério único da percepção como medição da corrupção aparece em vários momentos, inclusive aos relatórios divulgados pelo Banco Mundial. Por este critério único da percepção, por exemplo, uma ditadura que silenciasse todo tipo de crítica pode parecer como a menos corrupta.
Os brasileiros não sabem, por exemplo, que os escândalos dos Sanguessugas, dos Vampiros, dos Gafanhotos, do Propinoduto da Receita, do Gabiru, da Confraria, da Navalha, do Valerioduto e tantos outros foram revelados durante o governo Lula mas tinham origem em governos anteriores.
O governo mais republicano da história
A prova, fartamente documentada e sistematizada, que o governo Lula, exatamente ao contrário do que diz o cartaz apócrifo pregado em um manhã de domingo em Belo Horizonte, é o governo mais republicano da história do país está no pequeno e precioso livro de Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria Geral da União, intitulado “O governo Lula e o combate à corrupção” ( Editora Fundação Perseu Abramo, 2010). Lá se informa, de modo didático, aos vizinhos da rua o que o novo morador da casa anda fazendo em três capítulos: Fatos e números na área da repressão à corrupção; Fatos e números na área de prevenção e transparência; Fatos e números na área do Controle Interno (principais inovações).
O que já foi feito nestes anos foi suficiente para que o professor Stuart Gilman, consultor da ONU e do Banco Mundial e uma das maiores autoridades do mundo no tema anticorrupção, afirmasse: “Atualmente, coisas impressionantes têm sido feitas na luta anticorrupção (no Brasil)...,(o) trabalho na CGU é reconhecido mundialmente. O Portal da Transparência, onde os cidadãos podem ver onde o dinheiro público supostamente deve ser gasto, foi uma excelente idéia que se tornou um modelo para outros países. O Brasil está fazendo um grande trabalho, de verdade. E é também verdade que ainda há muito por fazer.” ( Carta Capital,16 de dezembro de 2009). Além disso, o Brasil foi classificado em oitavo lugar em um ranking de 85 países que tiveram o grau de transparência de seus orçamentos públicos analisado pelo International Budget Partneship (IBP), uma ONG com sede em Washington.
Em um Estado que tem uma história de corrupção sistêmica e não eventual, o combate à corrupção deve ser sistemático. O comando deste trabalho está na Controladoria Geral da União (CGU), que realizou três concursos públicos de 2003 a 2009, aumentando seu quadro efetivo de 1430 a 2.286 analistas e técnicos, elevou os salários de seus quadros e investiu fortemente em equipamentos.
A CGU tem funcionado como uma inteligência articuladora da luta contra a corrupção: com a Polícia Federal, mas também com o Ministério Público ( 2452 procedimentos judiciais instaurados em decorrência das fiscalizações da CGU), com a Advocacia Geral da União ( 340 ações de improbidade ajuizadas com fundamento nos trabalhos da CGU), com o Tribunal de Contas da União ( 11 mil Tomadas de Contas Especiais, com retorno potencial de 4,3 bilhões de reais aos cofres públicos) Da CGU partiram as principais inovações no combate à corrupção, que podem ser reunidas em sete.
A primeira foi a criação – antes não havia - de Um Sistema de Correição da Administração Federal, com uma corregedoria setorial em cada ministério e uma corregedoria-geral na CGU. Isto permite a punição exemplar e justa a funcionários corruptos sem ter que esperar a longuíssima tramitação processual no Judiciário. Até 31 de dezembro de 2009, já perderam o cargo efetivo ou aposentadoria, 2398 servidores federais, entre os quais 231 ocupantes de altos cargos, como dirigentes e superintendentes de estatais, secretários e subsecretários de ministérios, procuradores e fiscais da Receita, gerentes, juízes.
A segunda inovação foi a articulação CGU e Polícia Federal, que exponenciou – como nunca havia sido visto antes no Brasil – as operações especiais de desbaratamento de máfias de corrupção: de 2004 até 15 de dezembro de 2009, a PF realizou 995 operações, com a prisão de 12.989 pessoas.
A terceira inovação foi a introdução sistemática da punição aos corruptores – antes não havia - , em geral empresas que fraudam obras e serviços públicos. Foi criado o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, disponibilizado na Internet, que evita, por exemplo, que uma empresa punida na Bahia seja contratada pelo estado do Rio de Janeiro ou pelo próprio governo federal. Está também em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei, enviado pelo governo Lula, que estabelece pela primeira vez punições e multas elevadas a empresas corruptoras.
A quarta inovação – antes não havia – foi a criação do Portal da Transparência (www.portaldatransparência.gov.br), considerado modelo no mundo. Ele abriga hoje cerca de 900 milhões de unidades de informação, envolvendo a aplicação de recursos orçamentários superiores a 6,4 trilhões ( de 2004 a 2009). Criado em linguagem didática e cidadã, intelegível ao cidadão comum, sem senha nem cadastro, ele permite, por exemplo, saber os detalhes de cada programa federal, de cada verba e de cada beneficiário, mês a mês, nome por nome, endereço por endereço.
A quinta inovação - antes também não havia – foi o Programa de Fiscalização por Sorteios, que fiscaliza o uso dos recursos federais repassados aos municípios nas diversas funções, como educação, saúde, assistência social, habitação. A escolha da amostra a ser fiscalizada é feita por sorteios públicos na Caixa Econômica Federal. Já foram fiscalizados , com auditorias diretas e minuciosas em cada local , 1 700 municípios envolvendo 13 bilhões de recursos federais. O mesmo foi feito para os recursos federais repassados aos estados, com 77 fiscalizações e recursos superiores a 6 bilhões de reais.
A sexta inovação – também isto não existia! – foi a criação do Conselho de Transparência Pública e combate à Corrupção, que estabelece a ponte com a sociedade civil. O Conselho tem vinte integrantes, entre os quais a OAB, a ABI, a ONG Transparência Brasil, entidades das classes patronais e dos trabalhadores. O Programa Olho Vivo já formou 19 mil cidadãos e editou 2 milhões de cartilhas, ensinando como controlar o dinheiro público. Os projetos da CGU voltados à promoção da ética e da cidadania entre a juventude já mobilizam cerca de 740 mil crianças e jovens, bem como 23,5 mil professores, de 5.500 escolas brasileiras.
Por fim, a sétima inovação – está também era um problema básico não enfrentado – é o encaminhamento de um Projeto de Lei pelo presidente Lula ao Congresso Nacional tornando mais rigorosas as punições por crimes contra a corrupção por autoridades do primeiro escalão no plano federal, estadual e municipal. Os crimes de corrupção, além de ter a pena dobrada, seriam pelo Projeto de Lei considerados hediondos, tornando-se inafiançáveis, sendo os criminosos passíveis de decretação imediata de prisão temporária de 30 dias, renováveis por igual período, sendo vedados os benefícios de anistia, graça ou indulto.
Cidadão e corrupção
Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no governo FHC como o dos Anões do Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em 1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da figura do “engavetador-geral da República” ? Só pelo Ministério da Justiça passaram nove titulares em oito anos, mostrando a desconsideração total com esta área. E a Polícia Federal no governo FHC, ao invés das 1150 operações especiais feitas até agora pelo governo Lula, fez apenas...23 operações especiais!
Mas as denúncias comprovadas de atos de corrupção durante o governo Lula demonstram também que o desafio está longe de ser vencido, apesar dos avanços fundamentais conseguidos. Na maior parte da história do Brasil não havia democracia e, portanto, controle social. E quando a democracia foi reconquistada, os valores e instituições republicanas estavam profundamente corroídos.
Além de histórica, a corrupção no Brasil é sistêmica, é capaz de se reproduzir de forma permanente através das relações entre as empresas e bancos e o sistema político, os partidos e as eleições caríssimas que funcionam com financiamento privado sem controle devido. Sem a reforma política, que introduza o financiamento público e rigorosamente controlado, os circuitos da corrupção serão sempre renovados a cada eleição.
Além disso, nossa legislação penal e processual só permite levar o réu à prisão após o trânsito em julgado do último recurso, geralmente no Supremo Tribunal Federal. Não há nenhum país do mundo que ofereça tantas oportunidades aos criminosos de fugir aos rigores da lei. Os recursos e procedimentos protelatórios, usados principalmente por quem pode pagar bancas especializadas de advogados, estimulam a sensação de que o corrupto jamais terá a pena que merece.
O Brasil já consegue ver no horizonte mais próximo o fim da miséria. Precisa agora ver também o fim próximo da corrupção sistêmica. Assim como diz o poeta, para que rimar amor e dor, cidadão não rima com corrupção.
No dia 12 de outubro, Dilma afirmou com veemência, após defender a urgência da Reforma Política: “ O Brasil precisa hoje também uma melhoria nos padrões éticos e morais e necessita, para transformar-se numa sociedade desenvolvida, que a gente valorize a relação da Nação com valores culturais,e éticos e morais. É um todo que começa no combate ferrenho à corrupção. É importante perceber que não haverá impunidade no meu governo.”
Juarez Guimarães
Imagine se em uma casa de mais de cem anos se fizesse, pela primeira vez de modo profundo e sistemático por um novo ocupante, uma caça e combate a baratas, ratos e outros bichos. As pragas, então, reveladas dariam a impressão que a casa está muito mais suja e infestada do que era antes. Se não fosse revelada ao público adequadamente que só agora se faz uma pesquisa e combate sistemático a estas pragas, e que a limpeza apenas começou, ficaria a impressão de que o novo dono “sujou geral”, como se diz.
A estória revela exatamente o que ocorreu durante o governo Lula e, de forma dramática, agora nas eleições presidenciais de 2010. No segundo domingo de outubro pela manhã um ponto de ônibus de um bairro de classe média alta de Belo Horizonte apareceu com a convocação fixada em letras garrafais: “ Vamos por fim ao governo Lula, o mais corrupto da história do Brasil”. Na manhã do dia seguinte, o jornal Folha de S. Pauloalardeava que dos 19 % pontos de votação alcançados por Marina Silva, 7 % tinham migrado de Dilma em função da denúncia sobre os lobbies dos filhos de Erenice.
Isto não surpreende a quem, por vários anos, vem estudando o fenômeno da corrupção no Brasil. Pelo segunda ano consecutivo, pesquisas nacionais realizadas pelo Instituto Vox Populi em 2009 identificavam que a corrupção é muito grave para 73 % dos brasileiros e grave para 24 % outros.
A pesquisa registra o paradoxo da consciência atual dos brasileiros, ao modo da estória da casa infestada de pragas e seu novo dono mais asseado: 39 % julgam que a corrupção aumentou muito durante o governo Lula, 33 % avaliam que ela aumentou um pouco e 19 % que ela não aumentou nem diminuiu. Por outro lado, quando colocados diante das opções, “1- A corrupção aumentou durante o governo Lula” ou “2- Durante o governo Lula, o que aumentou não foi a corrupção, mas a apuração dos casos que ficavam escondidos”, 75 % optavam pela resposta 2 e apenas 15 % pela resposta 1.
Os liberais conservadores e a mídia empresarial, liderados pelo ex-presidente FHC, compreenderam muito bem e antes a moral da estória da casa infestada e seu novo dono. Já passou da hora do novo governante da república brasileira, historicamente marcada pela corrupção sistêmica, vir a público para esclarecer os vizinhos da sua rua. O preço a pagar pelo silêncio é muito alto: os vizinhos podem até querer expulsá-lo de lá.
No livro mais denso e amplo de reflexões sobre a corrupção já elaborado no Brasil ( Corrupção- Leituras críticas, Editora UFMG, 2008), que mobilizou mais de 60 intelectuais de várias áreas, a crítica ao critério único da percepção como medição da corrupção aparece em vários momentos, inclusive aos relatórios divulgados pelo Banco Mundial. Por este critério único da percepção, por exemplo, uma ditadura que silenciasse todo tipo de crítica pode parecer como a menos corrupta.
Os brasileiros não sabem, por exemplo, que os escândalos dos Sanguessugas, dos Vampiros, dos Gafanhotos, do Propinoduto da Receita, do Gabiru, da Confraria, da Navalha, do Valerioduto e tantos outros foram revelados durante o governo Lula mas tinham origem em governos anteriores.
O governo mais republicano da história
A prova, fartamente documentada e sistematizada, que o governo Lula, exatamente ao contrário do que diz o cartaz apócrifo pregado em um manhã de domingo em Belo Horizonte, é o governo mais republicano da história do país está no pequeno e precioso livro de Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria Geral da União, intitulado “O governo Lula e o combate à corrupção” ( Editora Fundação Perseu Abramo, 2010). Lá se informa, de modo didático, aos vizinhos da rua o que o novo morador da casa anda fazendo em três capítulos: Fatos e números na área da repressão à corrupção; Fatos e números na área de prevenção e transparência; Fatos e números na área do Controle Interno (principais inovações).
O que já foi feito nestes anos foi suficiente para que o professor Stuart Gilman, consultor da ONU e do Banco Mundial e uma das maiores autoridades do mundo no tema anticorrupção, afirmasse: “Atualmente, coisas impressionantes têm sido feitas na luta anticorrupção (no Brasil)...,(o) trabalho na CGU é reconhecido mundialmente. O Portal da Transparência, onde os cidadãos podem ver onde o dinheiro público supostamente deve ser gasto, foi uma excelente idéia que se tornou um modelo para outros países. O Brasil está fazendo um grande trabalho, de verdade. E é também verdade que ainda há muito por fazer.” ( Carta Capital,16 de dezembro de 2009). Além disso, o Brasil foi classificado em oitavo lugar em um ranking de 85 países que tiveram o grau de transparência de seus orçamentos públicos analisado pelo International Budget Partneship (IBP), uma ONG com sede em Washington.
Em um Estado que tem uma história de corrupção sistêmica e não eventual, o combate à corrupção deve ser sistemático. O comando deste trabalho está na Controladoria Geral da União (CGU), que realizou três concursos públicos de 2003 a 2009, aumentando seu quadro efetivo de 1430 a 2.286 analistas e técnicos, elevou os salários de seus quadros e investiu fortemente em equipamentos.
A CGU tem funcionado como uma inteligência articuladora da luta contra a corrupção: com a Polícia Federal, mas também com o Ministério Público ( 2452 procedimentos judiciais instaurados em decorrência das fiscalizações da CGU), com a Advocacia Geral da União ( 340 ações de improbidade ajuizadas com fundamento nos trabalhos da CGU), com o Tribunal de Contas da União ( 11 mil Tomadas de Contas Especiais, com retorno potencial de 4,3 bilhões de reais aos cofres públicos) Da CGU partiram as principais inovações no combate à corrupção, que podem ser reunidas em sete.
A primeira foi a criação – antes não havia - de Um Sistema de Correição da Administração Federal, com uma corregedoria setorial em cada ministério e uma corregedoria-geral na CGU. Isto permite a punição exemplar e justa a funcionários corruptos sem ter que esperar a longuíssima tramitação processual no Judiciário. Até 31 de dezembro de 2009, já perderam o cargo efetivo ou aposentadoria, 2398 servidores federais, entre os quais 231 ocupantes de altos cargos, como dirigentes e superintendentes de estatais, secretários e subsecretários de ministérios, procuradores e fiscais da Receita, gerentes, juízes.
A segunda inovação foi a articulação CGU e Polícia Federal, que exponenciou – como nunca havia sido visto antes no Brasil – as operações especiais de desbaratamento de máfias de corrupção: de 2004 até 15 de dezembro de 2009, a PF realizou 995 operações, com a prisão de 12.989 pessoas.
A terceira inovação foi a introdução sistemática da punição aos corruptores – antes não havia - , em geral empresas que fraudam obras e serviços públicos. Foi criado o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, disponibilizado na Internet, que evita, por exemplo, que uma empresa punida na Bahia seja contratada pelo estado do Rio de Janeiro ou pelo próprio governo federal. Está também em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei, enviado pelo governo Lula, que estabelece pela primeira vez punições e multas elevadas a empresas corruptoras.
A quarta inovação – antes não havia – foi a criação do Portal da Transparência (www.portaldatransparência.gov.br), considerado modelo no mundo. Ele abriga hoje cerca de 900 milhões de unidades de informação, envolvendo a aplicação de recursos orçamentários superiores a 6,4 trilhões ( de 2004 a 2009). Criado em linguagem didática e cidadã, intelegível ao cidadão comum, sem senha nem cadastro, ele permite, por exemplo, saber os detalhes de cada programa federal, de cada verba e de cada beneficiário, mês a mês, nome por nome, endereço por endereço.
A quinta inovação - antes também não havia – foi o Programa de Fiscalização por Sorteios, que fiscaliza o uso dos recursos federais repassados aos municípios nas diversas funções, como educação, saúde, assistência social, habitação. A escolha da amostra a ser fiscalizada é feita por sorteios públicos na Caixa Econômica Federal. Já foram fiscalizados , com auditorias diretas e minuciosas em cada local , 1 700 municípios envolvendo 13 bilhões de recursos federais. O mesmo foi feito para os recursos federais repassados aos estados, com 77 fiscalizações e recursos superiores a 6 bilhões de reais.
A sexta inovação – também isto não existia! – foi a criação do Conselho de Transparência Pública e combate à Corrupção, que estabelece a ponte com a sociedade civil. O Conselho tem vinte integrantes, entre os quais a OAB, a ABI, a ONG Transparência Brasil, entidades das classes patronais e dos trabalhadores. O Programa Olho Vivo já formou 19 mil cidadãos e editou 2 milhões de cartilhas, ensinando como controlar o dinheiro público. Os projetos da CGU voltados à promoção da ética e da cidadania entre a juventude já mobilizam cerca de 740 mil crianças e jovens, bem como 23,5 mil professores, de 5.500 escolas brasileiras.
Por fim, a sétima inovação – está também era um problema básico não enfrentado – é o encaminhamento de um Projeto de Lei pelo presidente Lula ao Congresso Nacional tornando mais rigorosas as punições por crimes contra a corrupção por autoridades do primeiro escalão no plano federal, estadual e municipal. Os crimes de corrupção, além de ter a pena dobrada, seriam pelo Projeto de Lei considerados hediondos, tornando-se inafiançáveis, sendo os criminosos passíveis de decretação imediata de prisão temporária de 30 dias, renováveis por igual período, sendo vedados os benefícios de anistia, graça ou indulto.
Cidadão e corrupção
Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no governo FHC como o dos Anões do Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em 1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da figura do “engavetador-geral da República” ? Só pelo Ministério da Justiça passaram nove titulares em oito anos, mostrando a desconsideração total com esta área. E a Polícia Federal no governo FHC, ao invés das 1150 operações especiais feitas até agora pelo governo Lula, fez apenas...23 operações especiais!
Mas as denúncias comprovadas de atos de corrupção durante o governo Lula demonstram também que o desafio está longe de ser vencido, apesar dos avanços fundamentais conseguidos. Na maior parte da história do Brasil não havia democracia e, portanto, controle social. E quando a democracia foi reconquistada, os valores e instituições republicanas estavam profundamente corroídos.
Além de histórica, a corrupção no Brasil é sistêmica, é capaz de se reproduzir de forma permanente através das relações entre as empresas e bancos e o sistema político, os partidos e as eleições caríssimas que funcionam com financiamento privado sem controle devido. Sem a reforma política, que introduza o financiamento público e rigorosamente controlado, os circuitos da corrupção serão sempre renovados a cada eleição.
Além disso, nossa legislação penal e processual só permite levar o réu à prisão após o trânsito em julgado do último recurso, geralmente no Supremo Tribunal Federal. Não há nenhum país do mundo que ofereça tantas oportunidades aos criminosos de fugir aos rigores da lei. Os recursos e procedimentos protelatórios, usados principalmente por quem pode pagar bancas especializadas de advogados, estimulam a sensação de que o corrupto jamais terá a pena que merece.
O Brasil já consegue ver no horizonte mais próximo o fim da miséria. Precisa agora ver também o fim próximo da corrupção sistêmica. Assim como diz o poeta, para que rimar amor e dor, cidadão não rima com corrupção.
No dia 12 de outubro, Dilma afirmou com veemência, após defender a urgência da Reforma Política: “ O Brasil precisa hoje também uma melhoria nos padrões éticos e morais e necessita, para transformar-se numa sociedade desenvolvida, que a gente valorize a relação da Nação com valores culturais,e éticos e morais. É um todo que começa no combate ferrenho à corrupção. É importante perceber que não haverá impunidade no meu governo.”
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022
Eleições 2010 - Manifesto
A Equipe do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022 tendo em vista a realização do 2º. turno das eleições presidenciais no Brasil, sente-se no dever de tomar uma posição em relação aos projetos político-sociais em confronto neste momento e apoiar a eleição da candidata Dilma Rousseff para Presidente da República.
Esta nossa decisão, amadurecida nas discussões internas do Projeto, baseia-se no fato de sabermos que mais do que duas candidaturas, estão em confronto pelo menos dois projetos político-culturais diferentes para o Brasil. Acreditamos que a candidatura de Dilma Rousseff representa a continuidade de um projeto que, depois de mais de cinco(05) séculos, vem possibilitando, efetivamente, a inclusão sócio-econômica de milhões de brasileiros e brasileiras.
A Equipe do Projeto bem sabe que várias das ações e das políticas do governo liderado por Lula da Silva, cuja continuidade Dilma Rousseff representa, são passíveis de críticas as mais diversas. Em várias de nossas ações, sobretudo nos Seminários Anuais e no Programa Rádio que mantemos, nós as fazemos publicamente.
No entanto, estas críticas não nos impedem de perceber os enormes avanços deste governo em direção a políticas sociais de efetiva inclusão dos setores populares e nem nos impedem de vislumbrar que uma eventual vitória de José Serra significaria um retrocesso nestas políticas, a exemplo do que foi o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Por isso, no que se refere especificamente à nossa área de atuação, a educação, é com tranqüilidade que assumimos como nossas as palavras dos Reitores das Universidades Federais em recente Manifesto de à Nação Brasileira, quando eles afirmam que:
“Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num cl aro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas In stituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.” (EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO - Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira – out./2010.)
Por todos estes motivos e pelo fato de nosso projeto ter, no centro de suas preocupações, a busca de articulação dos projetos educacionais com os projetos de nação para o Brasil, não poderíamos nos omitir neste momento. Para nós, um dos poucos projetos de efetivo desenvolvimento social, econômico, cultura e educacional colocados em prática no Brasil corre o risco de se ver derrotado justamente por aqueles grupos que, ao longo de nossa história, mobilizando os argumentos mais falaciosos, tudo fizeram para aqui construir uma sociedade injusta, antidemocrática e desigual.
Contra isto nos mobilizamos; a favor da eleição de Dilma Rousseff nos MANIFESTAMOS!
Belo Horizonte, outubro de 2010.
(Pode ser reencaminhado)
www.fae.ufmg.br/pensareducacao
A Equipe do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022 tendo em vista a realização do 2º. turno das eleições presidenciais no Brasil, sente-se no dever de tomar uma posição em relação aos projetos político-sociais em confronto neste momento e apoiar a eleição da candidata Dilma Rousseff para Presidente da República.
Esta nossa decisão, amadurecida nas discussões internas do Projeto, baseia-se no fato de sabermos que mais do que duas candidaturas, estão em confronto pelo menos dois projetos político-culturais diferentes para o Brasil. Acreditamos que a candidatura de Dilma Rousseff representa a continuidade de um projeto que, depois de mais de cinco(05) séculos, vem possibilitando, efetivamente, a inclusão sócio-econômica de milhões de brasileiros e brasileiras.
A Equipe do Projeto bem sabe que várias das ações e das políticas do governo liderado por Lula da Silva, cuja continuidade Dilma Rousseff representa, são passíveis de críticas as mais diversas. Em várias de nossas ações, sobretudo nos Seminários Anuais e no Programa Rádio que mantemos, nós as fazemos publicamente.
No entanto, estas críticas não nos impedem de perceber os enormes avanços deste governo em direção a políticas sociais de efetiva inclusão dos setores populares e nem nos impedem de vislumbrar que uma eventual vitória de José Serra significaria um retrocesso nestas políticas, a exemplo do que foi o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Por isso, no que se refere especificamente à nossa área de atuação, a educação, é com tranqüilidade que assumimos como nossas as palavras dos Reitores das Universidades Federais em recente Manifesto de à Nação Brasileira, quando eles afirmam que:
“Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num cl aro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas In stituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.” (EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO - Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira – out./2010.)
Por todos estes motivos e pelo fato de nosso projeto ter, no centro de suas preocupações, a busca de articulação dos projetos educacionais com os projetos de nação para o Brasil, não poderíamos nos omitir neste momento. Para nós, um dos poucos projetos de efetivo desenvolvimento social, econômico, cultura e educacional colocados em prática no Brasil corre o risco de se ver derrotado justamente por aqueles grupos que, ao longo de nossa história, mobilizando os argumentos mais falaciosos, tudo fizeram para aqui construir uma sociedade injusta, antidemocrática e desigual.
Contra isto nos mobilizamos; a favor da eleição de Dilma Rousseff nos MANIFESTAMOS!
Belo Horizonte, outubro de 2010.
(Pode ser reencaminhado)
www.fae.ufmg.br/pensareducacao
TSE suspende 2 inserções de Dilma contra Serra na TV
Os ministros Joelson Dias e Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinaram a suspensão da veiculação de duas inserções da propaganda eleitoral da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) contra o adversário tucano José Serra. Uma das inserções sugeria a existência de 'caixa dois' na campanha de Serra e outra afirmava que ele teria abandonado a Prefeitura de São Paulo para ser governador.
Para o ministro Henrique Neves, os termos utilizados na segunda inserção são inadequados. 'A crítica política ainda que ácida, não deve ser realizada em linguagem grosseira', concluiu o ministro. Na inserção, a coligação de Dilma afirmava 'esse tal de Serra não trabalha para ninguém'.
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=25990259
Para o ministro Henrique Neves, os termos utilizados na segunda inserção são inadequados. 'A crítica política ainda que ácida, não deve ser realizada em linguagem grosseira', concluiu o ministro. Na inserção, a coligação de Dilma afirmava 'esse tal de Serra não trabalha para ninguém'.
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=25990259
Guitarrista do Rage Against the Machine pede apoio para Dilma
Após se apresentar no Brasil, o guitarrista da banda Rage Against the Machine, Tom Morello, pediu votos para a candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, no Twitter. "Dilma Rousseff is a candidate for the poor, the working class and the youth. It's my hope that the young people of Brazil support her (Dilma Rouseff é a candidata dos pobres, da classe trabalhadora e da juventude. É minha esperança que os jovens do Brasil apóiem ela)", escreveu no @tmorello na manhã desta sexta-feira (15).
Conhecida pelas suas músicas politizadas, a banda se apresentou no sábado (9) no festival SWU, em Itu, interior paulista. No show, o vocalista Zack de La Rocha usou um boné do Movimento dos Sem Terra e dedicou a música People of the Sun para a causa.
Não é a primeira vez que Dilma recebe apoios de artistas internacionais. O ator Benício Del Toro, que interpretou Che Guevara no cinema, e o cineasta Oliver Stone defenderam a candidatura da petista quando visitaram o País.
O candidato do PSDB, José Serra, também recebeu, no começo da campanha, uma menção do ator Ashton Kutcher. Casado com a atriz Demi Moore e um dos usuários mais populares do Twitter, o ator perguntou o que seus seguidores achavam de Serra. "My friend says he's a good guy (meu amigo diz que ele é um cara legal)", escreveu em junho.
Redação Terra
Conhecida pelas suas músicas politizadas, a banda se apresentou no sábado (9) no festival SWU, em Itu, interior paulista. No show, o vocalista Zack de La Rocha usou um boné do Movimento dos Sem Terra e dedicou a música People of the Sun para a causa.
Não é a primeira vez que Dilma recebe apoios de artistas internacionais. O ator Benício Del Toro, que interpretou Che Guevara no cinema, e o cineasta Oliver Stone defenderam a candidatura da petista quando visitaram o País.
O candidato do PSDB, José Serra, também recebeu, no começo da campanha, uma menção do ator Ashton Kutcher. Casado com a atriz Demi Moore e um dos usuários mais populares do Twitter, o ator perguntou o que seus seguidores achavam de Serra. "My friend says he's a good guy (meu amigo diz que ele é um cara legal)", escreveu em junho.
Redação Terra
EM DEFESA DA JUVENTUDE
Jovens Católicos sobre o Processo Eleitoral
O processo eleitoral nos desafia a refletir sobre que tipo de projeto de desenvolvimento se coloca para a sociedade brasileira, em especial para a juventude. A despeito dos largos passos dados nos últimos anos na construção da pluralidade religiosa e no combate a intolerância, temos assistido no Brasil um processo fundamentalista de criminalização da atividade política de quem, a partir da fé e do envolvimento comunitário, quer transformar a realidade. Ao mesmo tempo, este processo cria uma indevida utilização dos preceitos religiosos para o benefício de uma candidatura escondendo, por trás do discurso da moral, a posição política daqueles que querem de volta o conservadorismo e a lógica neoliberal para o centro do comando do executivo federal do país.
Assim como dezenas de intelectuais, agentes de pastoral, bispos, padres, religiosos e religiosas nós, jovens católicos abaixo-assinados, posicionamo-nos em defesa de um Brasil justo, livre e igualitário e combatemos o retrocesso conservador representado pela candidatura do tucano José Serra (PSDB). Sabemos a partir do que fez à frente do poder público como Prefeito de São Paulo, Governador e Ministro do governo FHC que, apesar da pele de cordeiro, o candidato tucano representa o retorno ao receituário neoliberal, ao achatamento do salário mínimo, às privatizações, ao tratamento truculento aos movimentos sociais e às grandes taxas e impostos, além de tratar a juventude e os demais temas sociais que nos atingem direta ou indiretamente como casos de polícia, e não como base para políticas públicas específicas. Em outras palavras, o desrespeito à vida, à dignidade humana e a paz!
Recordamo-nos das grandes lutas travadas pelos movimentos populares contra os desmandos da Era FHC e, por isso, temos clareza de que um eventual Governo José Serra significaria grandes prejuízos às políticas de juventude, com fechamento dos espaços de diálogo com as organizações juvenis, redução dos recursos para os programas sociais e fortalecimento das políticas repressivas, com a caracterização de políticas de extermínio da juventude, notadamente a juventude negra. Além disso, a proposta de redução da maioridade penal, criminalizadora da juventude, que ataca os efeitos e não as causas, ainda hoje vigente no Senado, amplamente combatida pelos movimentos de juventude, pelas igrejas, pela CNBB e pela própria Conferência Nacional de Juventude, parte dos aliados conservadores do PFL/DEM que estão como vice na chapa de Serra.
Ao contrário do que vivemos no governo FHC assistimos no governo Lula a uma série de avanços no conjunto das políticas sociais e no diálogo com as organizações populares. Com forte colaboração da ministra Dilma Roussef a juventude brasileira participou de um importante processo de consolidação das políticas de juventude com a criação da Secretaria e do Conselho Nacional da Juventude, a realização da I Conferência Nacional de Políticas Juventude e recente aprovação da PEC da Juventude que assegura no texto da Constituição os/as jovens como sujeitos de direitos. Os próximos passos, que não podem ser ameaçados por um retrocesso, são a consolidação do Estatuto Nacional de Juventude e do Plano Nacional de Juventude.
A juventude católica abaixo-assinada saúda a candidata Dilma Roussef pela sua posição clara em defesa da dignidade humana, em defesa da juventude e compreende que em seu governo assistirá a continuidade de políticas como o PROJOVEM, PROUNI e Praças da Juventude, ao
contrário das práticas dos governos de Serra (como prefeito e governador de São Paulo), marcados pelo autoritarismo e pela repressão ao movimento social.
Não podemos nos calar diante da leviana utilização do discurso religioso como forma de ofender a candidata Dilma Roussef. É evidente o respeito de Dilma aos valores cristãos, à unidade na diversidade, a dignidade da pessoa humana e a defesa da juventude. Acreditamos que a sua história se confunde com a luta pela democracia, pela liberdade religiosa e pela liberdade de imprensa. Não podemos acreditar na enxurrada de mentiras divulgadas diariamente com interesse de difamar a candidata.
Precisamos assumir com ousadia o nosso desafio militante e lançarmo-nos numa grande rede contra a mentira e defesa da juventude. Dilma concretiza, na presidência, a opção preferencial que vivemos enquanto comunidade católica na América Latina: a opção por todos e todas, especialmente por aqueles/as que mais precisam, os/as pobres e os/as jovens. Converse com seus colegas, amigos/as, vizinhos/as, colegas de trabalho e comunidade. Acesse o site www.dilma13.com.br e veja a versão verdadeira das muitas mentiras divulgadas pela internet, enfim, vamos as urnas eleger Dilma 13 e continuar nas ruas em trincheira por um Brasil livre, soberano e democrático. Sou católico, Sou Jovem, Sou Dilma! No dia 31 de outubro vote 13! Brasil, 18 de outubro de 2010. 1. Felipe da Silva Freitas – bacharel em direito, presidente do Conselho Estadual de Juventude e Coordenador Nacional da Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens, PJ (BA)
2. Hildete Emanuele Nogueira – secretária nacional da Pastoral da Juventude (BA)
3. Eric Moura - Equipe Nacional de Serviços da PJMP e Equipe da PJB (AM)
4. Tábata Silveira – estudante de direito e Articuladora Nacional da PJE (RS)
5. Iris Oliveira - Doutora Professora da UFRN e Assessora da PJMP (RN)
6. Robson Rodrigues – Doutor Professor da USP e Assessor Nacional da PJMP (SP)
7. Vanildes Gonçalves dos Santos - Mestre em Ciências Sociais, assessora da PJ do CEBI, professora da Universidade Católica de Brasília
8. Maurício Perondi – doutorando em educação e assessor nacional da PJE (RS)
9. Edney Santos Mendonça – Representante da PJ no Conselho Nacional de Juventude (AM)
10. Elis Souza dos Santos – pedagoga e membro da Coordenação Nacional da PJ (BA) 11. Ângela Maria da Silva – pedagoga e Coordenadora Nacional da Pastoral da Juventude (PI)
12. Paula Grassi – Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude (RS)
13. Marcelo Lírio da Silva, membro da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude (ES)
14. Roberta Agustinho – pedagoga, Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude (SP)
15. Raquel Pulita Andrade Silva – Relações Públicas, compõe a Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da Juventude (DF)
16. Rubia Nascimento – Coordenação Nacional da Campanha contra a Violência e Extermínio de Jovens e coordenação Nacional da PJMP (AL)
17. Ana Rita de Castro – Presidente do Conselho Estadual da Mulher - GO e ex. Secretária da PJMP (GO)
18. Rodrigo da Rocha – Engenheiro Civil e Coordenação Nacional da PJMP (GO)
19. André Ferreira – Antropólogo e Equipe Nacional de Serviços da PJMP (GO)
20. Claudia S. da Silva - Assessora Nacional da PJMP e Assessora Regional da PJB Ne. 3 (BA)
21. André Fidelis – Coordenação Nacional da PJMP ( PE)
22. Laudiano Silva – Coordenação Nacional da PJMP (CE)
23. Rodrigo da Silva - militante da Pastoral da Juventude (SC).
24. Joaquim Alberto Andrade Silva – Publicitário, Assessor da Pastoral da Juventude (DF)
25. Alexandre Piero (Alex) - Conselho Municipal de Juventude de SP, PJ (SP)
26. Mayara de Queiroz Oliveira Ribeiro da Silva – Assessora da PJ Salvador (BA)
27. Fernando Zamban - Cáritas Brasileira Regional Sul 4 (SC)
28. Claudia Cristina Monteiro Lima - Assessora de Projetos - Instituto Marista de Solidariedade (DF)
29. Vanessa Aparecida Araújo Correia, jornalista, militante da Pastoral da Juventude, Santo Amaro (SP)
30. Pe. Wander Torres Costa (Pe. Wandinho) – Assessor da PJ, Mariana (MG)
31. Alessandro Hipólito - Secretário das PJs MG e ES, Belo Horizonte (MG)
32. Pe. Xico - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte, Ribeirão da Neves (MG)
33. Pe. José Geraldo - Assessor das CEBs Belo Horizonte, Ribeirão das Neves (MG)
34. Marcos Dantas - Instituto Paulista de Juventude – SP
35. Renato Eliseu Costa, PJ Diocese de Guarulhos, mestrando em Gestão de Políticas Públicas - USP (SP)
36. Pe. Antônio Brigido de Lima -Arquidiocese de Montes Claros, Bocaiúva (MG)
37. Ir. Rubens Falcheto - Vice Presidente da CRB-MG, Belo Horizonte (MG)
38. Ir. Joilson de Souza Toledo - Irmão Marista, Belo Horizonte (MG)
39. Ir. Luiz André da Silva Pereira, Marista Coordenação Provincial da Pastoral (DF)
40. Ir. José de Assis Elias de Brito –Marista, Brasília (DF)
41. Ir. José Augusto Junior - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte, Belo Horizonte (MG)
42. Ir. James Pinheiro dos Santos – Marista, Diretor do Centrio Marista de Juventude de Natal e Circuito Jovem/PB (RN)
43. Ir. Paulo Henrique Martins de Jesus – Marista, equipe de Assessoria PJ Regional Leste II (MG e ES) 44. Ir. José Leonardo dos Santos Borba, Irmão Marista, Secretário do Instituto de Pastoral da Juventude Leste II, Belo Horizonte-MG.
45. Frei Edvaldo Nunes - Frade Franciscano, Belo Horizonte (MG)
46. Pe. Alberto Panichella - Assessor Nacional da PJMP (AM)
47. Pe. Antonio Murilo de Paiva - Assessor Setor Juventude da Arquidiocese de Natal (RN)
48. Kleber Luiz Cardoso - Missionário e sacerdote estigmatino brasileiro, Assessor Arquidiocesano da Pastoral da Juventude em Asunción, Paraguay
49. Ir. Jane Cruz – militante da Pastoral da Juventude Estudantil (PA)
50. Pe. José Tadeu Rocha – Articulador do Setor Juventude do Regional Ne 2 (PE)
51. Renato Souza de Almeida, ex-membro da coordenação nacional da PJ e coordenação do Instituto Paulista de Juventude (SP)
52. Dalmo Cordova Coelho Filho, ex-coordenação da PJ na Arquidiocese de São Paulo, assessor de PJ e coordenação do Instituto Paulista de Juventude (SP)
53. Márcio Gomes Camacho, ex-coordenação da PJ Arquidiocese de São Paulo, Instituto Paulista de Juventude (SP)
54. Giselda dos Santos Braga, icm, coordenação do IPJ do Rio Grande do Sul (RS)
55. Mauro Costa Rodrigues – filósofo; mestre em educação pela UFMG e diretor executivo do Instituto Juventude Brasil (MG)
56. Paulo Mansan – Assessor da Pastoral da Juventude Rural (ES)
57. Maciel Cover – assessor da Pastoral da Juventude Rural (PB)
58. Edina Lima Cardoso, Arquidiocese de Goiânia, Rede Celebra e CAJU (GO)
59. Silvano S. da Silva - ex. Secretário Nacional da PJB (DF)
60. Francisco de Sousa (Chiquinho) ex. Secretário Nacional da PJMP (CE)
61. Maria Aparecida da Silva (Cidinha) - ex. Secretária Nacional da PJB (BA)
62. Carlos Marcelo - Sociólogo e Militante da PJMP (GO)
63. Givanildo Bonfim- ex. Secretário Nacional da PJMP (PR)
64. Ludimilla Aparecida Ex. Secretária Nacional da PJMP (GO)
65. Luana Tavares - Equipe Nacional de Serviços da PJMP (AL)
66. Redelson Tomaz – Assessor Nacional da PJMP (GO)
67. Leandro Dias – Militante da PJMP e coordenador Nacional da APNS (GO)
68. Luis Adriano Correa da Silva – Secretário do Setor Juventude Regional Ne 2 (PE)
69. Daniely de Barros Barbosa - engenheira eletricista, Coordenação Nacional da PJMP (RN)
70. João Carlos Nascimento da Silva, Assessor da PJMP, Olinda e Recife (PE)
71. Amanda Corrêa – ex-Secretária Nacional da PJE (RS)
72. Michele Vieira – militante da Pastoral da Juventude, assessora da Frente Parlamentar de Juventude da Assembléia Legislativa da Bahia (BA)
73. Beatriz Marins – militante da Pastoral da Juventude Rural
74. Adriano Brad – militante da Pastoral da Juventude Rural
75. Gilmar Andrade – assessor da Pastoral da Juventude Rural do Regional Ne3 (BA)
76. Simone Beatrice – militante da Pastoral da Juventude Rural (RS)
77. Letícia Melo - militante da Pastoral da Juventude Rural (RS)
78. Denise Pisone - militante da Pastoral da Juventude Rural (RS)
79. Isnar Viera Borges - militante da Pastoral da Juventude Rural (RS)
80. Silvia Azevedo Rosa – militante da Pastoral da Juventude Estudantil (MG)
81. Celso Santos – militante da Pastoral da Juventude Estudantil (SP)
82. André Bordignon – Assessor da Pastoral da Juventude – Campinas (SP)
83. Maicelma Maia – Pedagoga, articuladora das Pastorais da Juventude Bahia e Sergipe (BA)
84. Vânia Correia, jornalista, militante da Pastoral da Juventude da Diocese de Santo Amaro (SP)
85. Paulo Flores, jornalista, ex-Secretário Nacional da PJE (1993-1995), assessor de grupos de jovens, membro do Instituto Paulista de Juventude (SP) 86. Laine Chapada de Amorim, psicóloga, ex-Secretária Nacional da PJE (1997-1999) (SP)
87. Luis de Alencar- Assessor Pastoral da Juventude. Santo Amaro (SP)
88. Neide Pinto Santos – estudante de pedagogia UEFS, militante da Pastoral da Juventude (BA)
89. Susana Maia - ex secretária da coordenação nacional da Pastoral da Juventude, Instituto de Pastoral da Juventude Leste II (MG)
90. Joseane Araripe de Lima - militante da Pastoral da Juventude, Feira de Santana (BA)
91. Edvam Pinto Santos – PJ – Paróquia Imaculada Conceição, Feira de Santana (BA)
92. Sylla Pinto Santos – militante da Pastoral da Juventude, Feira de Santana (BA)
93. Helenilde Texeira da Silva – agente de pastoral – Arquidiocese de Feira de Santana (BA)
94. Leonardo Santana Marques – agente pastoral – Arquidiocese de Feira de Santana (BA)
95. Tiago Santos de Miranda – PJ Paróquia Sr. Do Bonfim, Feira de Santana (BA)
96. Sara Maria Santos de Miranda, Assessora da Pastoral da Juventude – Paróquia Sr. Do Bomfim, Feira de Santana (BA)
97. José Aniervson Souza dos Santos, Coord. Diocesano da Pastoral da Juventude/Diocese de Nazaré-PE, Presidente do Instituto de Protagonismo Juvenil/IPJ (PE)
98. Silas de Cássio, militante da Pastoral da Juventude – Diocese de Nazaré (PE)
99. Saulo de Tássio, militante da Pastoral da Juventude – Diocese de Nazaré (PE)
100. Jadeilson Gomes, Secretário Regional da Pastoral da Juventude Regional NE3 (BA)
101. Sale Mário Gaudêncio, Bibliotecônomo, Assessor da PJMP, diocese de Mossoró (RN)
102. Clayton Antônio de Miranda Oliveira, Assessor da PJMP Regional Ne 2, Mossoró (RN)
103. Cláudia Regina de Santana, militante da PJMP, Parnamirim (RN)
104. Walter Severiano da Silva Filho, militante da PJMP, Parnamirim (RN)
105. Adriana Elias da Silva, Assessora da PJMP, Natal (RN)
106. Telma Rodrigues da Silva, militante da PJMP, Natal (RN)
107. Lauro Costa Junior, Prof. de Ed. Física, Comissão Regional NE2 PJMP, Parnamirim (RN)
108. Ronaldo Monteiro Cerqueira - Assessor da PJ Regional 2 - Diocese de Nova Iguaçu-RJ
109. Jair Alves Costa – assessor da Pastoral da Juventude (BA)
110. Ranier do Nascimento Silva, Assessor da PJMP, Macaíba (RN)
111. Maria da Conceição Oliveira, Secretária do Setor Juventude da Arquidiocese de Natal, (RN)
112. Italo Agra de Oliveira Silva - Assessor da PJMP, Palmares (PE)
113. Ricchard Rocha Santos - Militante da PJMP, Palmares (PE)
114. Naiade Soares de Souza- Militante da PJ, Tanquinho (BA)
115. Marcelo Henrique Alves de Souza, Assessor da Juventude Salesiana, Natal (RN)
116. Daniele Francelino Laurentino, Assistente Social, Assessora da PJMP, Parnamirim (RN)
117. Mariza Campos de Oliveira, Militante da PJMP, Parnamirim (RN)
118. Sonia Maria da Silva, Assessora da PJMP, Parnamirim (RN)
119. Maria Verônica Avelino, Assessora da JUFRA, Natal (RN)
120. Daniele Francelino Laurentino, Assistente Social, Assessora da PJMP, Parnamirim (RN)
121. Josenildo Vicente - Comissão Regional NE2 PJMP, Palmares (PE)
122. Edgar Mansur - Ex. Secretário das PJs MG e ES, Instituto de Pastoral de Juventude-Betim (MG)
123. Paulo Olher - PJ Diocese de Oliveira - Campo Belo (MG)
124. Romeu Júnio de Bessa - PJ Diocese de Divinópolis (MG)
125. Neylane Fagundes - PJ Diocese de Araçuaí, Itaobim (MG)
126. Cristiana Aparecida- Ex. Coordenação Nacional da PJ, Teófilo Otoni (MG)
127. Carlos - PJ Diocese de Governador Valadares (MG)
128. João Paulo Furtado de Oliveira - PJ Diocese de Caratinga, Mutum (MG)
129. Rodrigo Bramusse - PJ Diocese de Itabira Cel. Fabriciano (MG)
130. Milton Lacerda - Assessor leigo PJ Diocese de Itabira e Cel. Fabriciano (MG)
131. Ítalo José Pires Cruz - PJ Diocese de Guanhães, Dom Joaquim (MG)
132. Jean Stefferson Pereira - PJ Diocese da Campanha, Três Corações (MG)
133. Alexandrina de Fátima Reis Silva - PJ Diocese da Campanha, Varginha (MG)
134. André Nogueira Guimarães - PJ Diocese de Patos de Minas, Patos de Minas (MG)
135. Vinicius Mendes Ventura - PJ Diocese de Leopoldina (MG)
136. Sidney Ferreira da Silva - PJ Diocese de Januária (MG)
137. Elis Viana - PJ Arquidiocese de Montes Claros (MG)
138. Padre Simão - PJ Diocese de Paracatu, Unaí (MG)
139. Josiele Soares Ruas Madureira - Centro Marista de Juventude, Montes Claros (MG)
140. Glaucia Maria de Oliveira – Instituto de Pastoral de Juventude Leste II, Belo Horizonte (MG)
141. Miguel Arcanjo de Assis - Instituto de Pastoral de Juventude Leste II, Belo Horizonte (MG)
142. Renata Rodrigues Ferreira - Instituto de Pastoral de Juventude J Leste II, Belo Horizonte (MG)
143. Gustavo Araújo Mafalda - Pastoral da Juventude Estudantil, Curvelo (MG)
144. Ricardo Palitot Antas - PJ diocese de Uberlândia, Uberlândia (MG)
145. Thalita Cândida Oliveira - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte, Belo Horizonte (MG)
146. Adriano Mendes de Pinho - PJ Arquidiocese de Itabira Cel. Fabriciano, Ipatinga (MG)
147. Rafaela Goltara Souza - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves (MG)
148. Ronaldo Aparecido Luiz - PJ Belo Horizonte, Ribeirão das Neves (MG)
149. Pe. João Carlos Siqueira - Dep. Estadual, Belo Horizonte (MG)
150. Mesias Moises Veríssimo - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte (MG)
151. Ir. Joérica Oliveira - PJ Arquidiocese de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves (MG)
152. Weber Lopes Pereira, PJ Diocese de Itabira Cel. Fabriciano, Ipatinga (MG)
153. Victor Hugo Martins - PJ Diocese de Itabira Cel. Fabriciano, Ipatinga (MG)
154. Bruna Monalisa - PJ Diocese de Mariana, Ouro Preto (MG)
155. César Augusto Fernandes Silva - PJ Arquidiocese Belo Horizonte, Betim (MG)
156. Francisco de Paulo Luciano Araújo - PJ Diocese de Guaxupé, Paraguaçu (MG)
157. Ir. Luciana Vinicius de Souza - Ir. Dominicanas, Belo Horizonte (MG)
158. João Carlos Nascimento da Silva, Assessor da PJMP, Olinda e Recife (PE)
159. Verônica de Melo Rodrigues da Silva, Militante da PJMP, Olinda e Recife (PE)
160. Rodrigo Correia de Lima, Ex-Assessor Diocesano da PJMP, Olinda e Recife (PE)
161. Enildo Luiz Gouveia, Assessor da PJMP, Olinda e Recife (PE)
162. João Carlos, Ex-Assessor Diocesano da PJMP, Olinda e Recife (PE)
163. Gilson Jorge da Silva - Assessor da PJMP, Olinda e Recife (PE)
164. Deisy Rocha Farias – militante da Pastoral da Juventude (BA)
165. Bruna Rafaella de Lima Santos - Secretária Regional NE2 PJMP, Olinda (PE)
166. Sérgio Rogério Oliveira - Assessor Diocesano da PJMP, União dos Palmares (AL)
167. Francisco Crisóstomo (Thiesco) – Secretário da PJ, Diocese de Marabá (PA)
168. Arleth de Jesus Fiel Gonçalves – Militante da Pastoral da Juventude (PA)
169. Pâmela Grassi – militante da Pastoral da Juventude (RS)
170. Catiane A. Lima – militante da Pastoral da Juventude, Feira de Santana (BA)
171. Antonio B. Bizerra – agente de pastoral, Arquidiocese de Feira de Santana (BA)
172. Nailtom Santos – militante da Pastoral da Juventude, Feira de Santana (BA)
173. Guilherme Monteiro Cerqueira, professor, Coordenação Nacional da PJMP, RJ
174. Renato Ferreira Cordeiro - Assessor da PJ Regional 2 - Diocese de Nova Iguaçu (RJ)
175. Liége Santin - PJ Diocese de Chapecó (SC)
176. Franciele Santin - PJ Diocese de Chapecó (SC)
177. Pedro Caixeta Cabral - Assessor Regional da PJ - Diocese de Anápolis (GO)
178. Paula de Almeida Ferreira - Coordenação Diocesana da PJMP - Nova Iguaçu (RJ)
179. Ana Cácia Santos- Secretária Regional da PJMP NE 3 (SE)
180. Ulisses Willy Rocha de Moura- Assessor da PJMP (SE)
181. Sanadia Gama dos Santos- Assessora da PJMP (SE)
182. Rodrigo Szymanski, militante da Pastoral da Juventude, Diocese de Criciúma (SC)
183. Elena Casagrande - Assessora Regional da Pastoral da Juventude (SC)
184. Clivonei José Roberto, PJ da Arquidiocese de Ribeirão Preto, ex-membro da coordenação nacional da PJ (SP)
185. Maricelis Santana dos Reis, coordenação da PJ na Diocese de Santo Amaro (SP)
186. Rita de Cássia Cardoso, coordenação da PJ na Diocese de Santo Amaro (SP)
187. Helder Gomes do Santos, Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo (SP)
188. Cleidiana Lima Viana, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
189. Dilson Nascimento Cruz, Pastoral da Juventude de Duque de Caxias (RJ)
190. Iracy Gomes professora, militante das Pastorais Sociais e professora
191. Vitor Hugo da Silva Ramos, Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo (SP)
192. Antônio Carlos Pereira da Silva, Pastoral da Juventude da Arq. de São Paulo (SP)
193. Eurivaldo Ferreira, Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo (SP)
194. Deyse Fabiana Brumatti, Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo (SP)
195. Fabiana Bezerra Nogueira, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
196. Cristiane Silva Anjos, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
197. Dayane Karla Silva anjos, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
198. Adriano da Silva Martins, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
199. Dehon Santos Silva, Pastoral da Juventude da Diocese de Campo Limpo (SP)
200. Valéria Marques Mendes, coordenação regional da PJ em São Paulo, pedagoga (SP)
201. Marcelo Henrique Picolo Naves, ex-coordenação da Pastoral da Juventude São Paulo e coordenação do Instituto Paulista de Juventude (SP)
202. Fernanda Cristina Segalin, Coordenação Diocesana da PJ - Diocese de Chapecó (SC)
203. Camila Vicente Bonfim – bióloga (SP)
204. Carla Saadia Oliveira Moreira – Assessora da PJ Salvador (BA)
205. Bruno Conceição – Equipe de comunicação da PJ Salvador (BA)
206. Jaqueline Daiane Calmon – Secretaria executiva da PJ Salvador (BA)
207. Jaciara Pires - Educadora Social (DF)
208. Eder Francisco da Silva – estudante de engenharia ambiental, assessor da PJ (SP)
209. Elisandro Rodrigues - militante da PJ (RS)
210. Edivane Rodrigues - assessora da PJ (RS)
211. Giuliano Amaro Silva da Silva - militante da PJ (RS)
212. Giancarlo Silva da Silva - militante da PJ (RS)
213. Daniela Coelho da Silva - Grupo Shekinah - Paróquia São José - Gravataí (RS)
214. Virginia Vigano - Coordenação PJ Caxias do Sul (RS)
215. Niumar Ampese - Militante PJ (RS)
216. Rafael Barros - Vicariato de Canoas (RS)
217. Marina Berton - Coordenação PJ Erexim (RS)
218. Mateus Lesina - Coordenação PJ Santa Maria (RS)
219. Ciana Pessoa - Coordenação PJ Caxias do Sul (RS)
220. Joel Picoli - Coordenação PJ Passo Fundo (RS)
221. Aline Gayeski - Coordenação PJ Passo Fundo (RS)
222. Jéferson Cristhian - Coordenação PJ Canoas (RS)
223. Gisele da Rosa - Coordenação PJ Canoas (RS)
224. Sabrina de souza - militante PJ (RS)
225. Renata Zanella - assessora PJ Porto Alegre (RS)
226. Frei Patricio Sereta - assessor PJ Porto Alegre (RS)
227. Thiago dos Santos Rodrigues - PJ Porto Alegre (RS)
228. Leonardo Rodigheri - Coordenação PJ Passo Fundo (RS)
229. Meir Pinheiro - Grupo de Jovens da PJ Passo Fundo (RS)
230. Betyna Preischardt - Coordenação PJ Santa Maria (RS)
231. Fabricio Elias de Oliveira Alves - Assessor PJ (ES)
232. Maicon André Malacarne - Assessor PJ Passo Fundo e Erexim (RS)
233. Odair Camatti - PJ (RS)
234. Sérgio Lima Lacerda - Assessor PJ (ES)
235. Pablo Baierle Ferreira - Coordenação PJ Santa Cruz do Sul (RS)
236. Luciano Rodrigo Alves - Coordenação PJ Santa Cruz do Sul (RS)
237. Pablo Baierle Ferreira - Coordenação PJ Santa Cruz do Sul (RS)
238. Jader Rodgheiro - Ex - militante PJ (RS)
239. Daniel Ferreira - Grupo de Jovens da PJ Santa Cruz do Sul (RS)
240. Carla Graff - Ex - liberada da PJ Santa Cruz do Sul (RS)
241. Márcio Graff - PJ Santa Cruz do Sul (RS)
242. Robson Nandolfo Goltara - Assessor da PJ Arquidiocese de Vitória (ES)
243. Luana Castro da Silva - Assessoria Paroquia N.S.Navegantes - Vila velha (ES)
244. Maria Helizabeth Ferreira de Castro - Assessoria PJ Vitoria (ES)
245. Jacionor Pertille - Equipe executiva da PJ Diocese de Erexim (RS)
246. Bruna Lesina - Equipe executiva da PJ Diocese de Bagé (RS)
247. Gabriele Santolin - Equipe Executiva da PJ Diocese de Erexim(RS)
248. Elvis Brambila - Coordenador diocesano da PJ Diocese de Frederico Westphalen (RS)
249. Cleber Gusz Kusz- Coordenador Diocesano da PJ Diocese de Erexim (RS)
250. Kyndze Rodrigues Hörlle - Assessora do Setor Calabriano da Juventude e membro do Movimento CLJ (RS)
251. Jose Luis Abalos Junior- Agente Pastoral Diocese de Porto Alegre (RS)
252. Jéssica Oliveira de Souza - Militante PJ Diocese de Pelotas (RS)
253. Elisiane Zorzi - Coordenação PJ Passo Fundo (RS)
254. Aparecida Montana Santos - Militante da PJ (RS)
255. Marcos Reneu Zaro - Seminarista de Santo Angelo (RS)
256. Matheus Fernandes - Militante da PJ Marau (RS)
257. Marciano Guerra - Seminarista e PJ Caxias do Sul (RS)
258. João Guilherme Boaventura – músico e militante PJ
259. Vanessa Farenzena - Militante PJ (RS)
260. Ana Sara Niederle - PJ Diocese de Frederico Westphalen (RS) 261. Jaiane Kroth - Coordenação Regional da PJ (RS)
262. Crislaine de Carvalho Correia- Assessora da PJ Diocese de Estância (SE)
263. José Jardel do Nascimento- Assessor Diocesano PJ Diocese de Estância (SE)
264. José Ivaldo Araújo de Lucena - militante da Pastoral da Juventude (DF)
265. Ana Paula Oliveira - Teóloga e Assessora Diocesana da PJ - Volta Redonda (RJ)
266. Mairydelman Ilario de Lucena - militante da PJ (DF)
267. Paulo Sérgio Aquino - cientista social, ex-Coordenação Nacional da PJ, Nova Iguaçu(RJ)
268. Xenocrates Amon Mello, Militante Pastoral da Juventude - Arquidiocese de Curitiba, Fórum Estadual de juventudes do Paraná (PR) * Novas adesões entrar em contato pelo e-mail: fsfreitas_13@yahoo.com ou pelo telefone: 75 8811-7861 (Felipe Freitas).
Assinar:
Postagens (Atom)